sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Quanto vale a sua felicidade?

'Quanto vale a sua felicidade?'. Boa pergunta, não? Será que já paramos pra pensar acerca?

Pra muita gente a felicidade se resume a um pedaço de papel que comprove qualquer coisa significativa, ou uma pessoa ou um bem material. Mas será mesmo que a felicidade se resuma somente a isso?

Acredito que, na maioria dos casos, a tal da felicidade se resuma a uma pessoa. Se estamos com ela, se as coisas estão caminhando bem, então estamos felizes! Sempre depositando nossa satisfação e nossa alegria em uma outra pessoa e, quando, por infortúnio do destino, essa pessoa se faz distante de nós, essa 'sensação de felicidade' desaparece, como se não houvesse mais nada na Terra que nos devolvesse o sorriso e o gozo de cada dia.

Ou então é que nem aquele homem robusto, cheio de posses. Quanto mais ele tem, mais ele é feliz. Mas é só ameaçar perder esses bens tão valiosos, e lá se vai a Dona Felicidade passear no bosque...

Quando digo aqui Felicidade, não quero dizer 'Felicidade', mas sim Felicidade!
Aquele sentimento sem eira nem beira, sem dono nem posses, somente a felicidade por ser feliz, estar vivo e nada mais! Mas, como encontramos essa felicidade?

Eu, sinceramente, estou cercada de felicidade... mas nenhuma delas, ainda, me coube. É bem, como umas amigas minhas costumam dizer, uma coisa mulherzinha: casais andando de mãos dadas, apaixonados, pela rua; é um sorriso que voce ganha; uma risada daquelas beeeem gostosas que uma criança te lança naquela hora bem impassiva no consultório médico; é começar um dia com um céu azul e um sol bastante convidativo... a felicidade pode ser todas essas mulherzices, mas só se a gente permitir que seja.

É difícil porque, acreditem, é zilhoes de vezes mais fácil escrever sobre isso do que vive-lo! Mas então, quanto será que vale essa Felicidade? Será que tem como mensurar?
Sabe, cada dia que passa fico impressionada com o ser humano e suas milhoes de facetas. Um dia se está no céu e o outro no inferno.
Será que nao tem meio termo? Ou pode se estar feliz e triste ao mesmo tempo?

Quem me dera ter a resposta de todas essas perguntas, sobre isso eu nao tenho controle. Mas tem sim uma coisa que eu e voce podemos controlar, podemos mudar...: nossas vidas!
Quanto mais no fundo do poço estamos, mais podemos nos surpreender conosco. Mas, claro, cuidando para que nenhuma etapa nos escape... desde o brigadeiro de panela até o famoso 'levanta, sacode a poeira e dá a volta por cima'.

Difícil falar de felicidade sem fazer ou, até mesmo, pensar no contrastante. Se a nossa felicidade vale algo, então... de que vale a infelicidade?

Dou voltas e voltas, sem entender ao certo porque to escrevendo isso. Aliás, um tema que nao bate com meu estado de espírito momentaneo. Quem sabe nao seja um alerta de dias melhores?
Ou, quem sabe... um abrir de olhos pro que se perde enquanto se está aqui, sentada numa cama de madrugada, escrevendo em um blog enquanto seu mundo está em constante mudança.

Quanto vale a minha felicidade?

Quanto vale a sua felicidade?



quinta-feira, 13 de agosto de 2009

"Why does my heart feel so bad?"

video Para o post de hoje, vasculhei a net atrás desse vídeo aí. Trata de um comercial de direção de Sérgio Glasberg que foi ao ar em 2006 para conseguir patrocínio ao time infantil de basquete da ADD.

Criada em 1996, a Associação Desportiva para Deficientes (ADD) é uma instituição sem fins lucrativos que promove o desenvolvimento de pessoas com deficiência por meio de práticas esportivas adaptadas, ensino e cursos de capacitação, facilitando o processo de resgate de auto-estima, integraçao e inclusão social. (Fonte: Site ADD)

Porém, o vídeo e a ADD não foram o estopim para que eu viesse aqui escrever. Na verdade, desde que assisti esse comercial pela primeira vez, fiquei com essa trilha sonora na cabeça.
A música? Chama-se 'Why does my heart feel so bad?' de autoria do cantor e artista de música eletrônica estadounidense Moby.

Ressalto aqui, antes de começar o post propriamente dito, a letra e a tradução da música.


Why Does My Heart Feel So Bad?

Why does my heart feel so bad?
Why does my soul feel so bad?

Why Does My Heart Feel So Bad?
(Por que meu coração se sente tão mal?)

Why does my heart feel so bad?
Why does my soul feel so bad?


Por que meu coração se sente tão mal?
Por que minha alma se sente tão mal?

These open doors
These open doors

Por que meu coração se sente tão mal?
Por que minha alma se sente tão mal?

Why does my heart feel so bad?

As portas abertas
As portas abertas





"Porque meu coração se sente tão mal? (...) Porque minha alma se sente tão mal?"

Exatamente essas duas orações deram margem às minhas 'escrivinhações' de hoje.
E agora, lanço uma pergunta: o que faz o seu coração se sentir tão mal?

São muitas e muitas as razões para tal: momentos instáveis, decepções, amores não correspondidos [ou "impossíveis"], medo, frustração... a lista só faz aumentar a cada dia que passa.

Não vou aqui dar a 'formula mágica Tabajara - seu problemas acabaram-se', até porque, se eu tivesse essa resposta, aposto que o meu coração não doeria tanto. E outra, se eu fosse a Sra. das respostas, das duas uma: ou seria Deus o seria muito pretensiosa [nenhuma das duas opções me agrada, até porque, estou longe da divindade... mesmo!].

O vídeo é bastante importante pra fundamentarmos essa questão. Meninos cadeirantes, que podiam muito bem ser meu irmão, seu filho [porque não?!], seu sobrinho, enfim... crianças em pleno gozo da infância, com tantos sonhos, tanto futuro e presas a uma realidade que, para muitos, é o fim da linha. O coração deles tem muito o que doer mas, a cada dia, eles se superam. Superam a expectativa alheia e a sua própria, através do esporte.
E, abrindo um parêntesis, você acha que consegue jogar basquete melhor do que esses garotos do vídeo? Olha, duvido muito viu... a não ser que voce seja um Michael Jordan da vida!

Esses garotos são uma lição de vida! E não somente eles, mas todos os portadores de algum tipo de deficiência, que apesar de sua condição e de toda as dificuldades que enfrentam, não deixam de sorrir, não deixam de sonhar... não deixam de viver!

Cada dia que passa a vida vai nos dando um motivo a mais pra chorar, uma dor a mais pra ferir nosso coração e um motivo a menos pra sorrir. Basta sabermos se queremos nos deixar ferir e chorar o tempo que foi necessário ou se reerguer.

Sinceramente, ainda estou no meu momento de chorar e continuar deixando meu coração se sentir mal. Até quando?

Meses e meses se passaram e meu pobre coração continua doendo, será que algum dia isso vai acabar?
Será que, algum dia, sua dor também vai fazer 'puff' e voce vai se ver livre disso? Será mesmo?

E aí, o que faz seu coração se sentir tão mal?






ADD - http://www.add.org.br

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

"Um amigo fiel...

... é uma poderosa proteção: quem o achou, descobriu um tesouro. Nada é comparável a um amigo fiel, o ouro e a prata não merecem ser postos em paralelo com a sinceridade de sua fé.

Um amigo fiel é um remédio de vida e imortalidade; quem teme ao Senhor, achará esse amigo. Quem teme ao Senhor terá também uma excelente amizade, pois seu amigo lhe será semelhante." (Eclesiástico 6:14-17)


"Um amigo fiel é uma poderosa proteção: quem o achou, descobriu um tesouro"


Sim, um amigo fiel é um tesouro para quem o achou. Mas, quando sabemos que realmente temos um amigo a quem podemos confiar nossos segredos, compartilhar experiências, risos, lágrimas... enfim, a quem podemos abrir nosso coração e dar um espaço na nossa vida?


É bem mais complicado do que parece ser, visto que dificilmente paramos pra pensar nisso. Pena que, quando o fazemos, é porque esse tal 'tesouro' nao era tão precioso como imaginávamos...


Por mais que mágoas, tristezas e decepções nos levem a falar, agir e pensar coisas que são totalmente desagradáveis, ainda acho que existem sim amigos que são verdadeiros achados, tesouros em nossa vida!

Obviamente, há aquelas pessoas que nos decepcionam. Nos abrimos e confiamos nelas... e o que acontece? Somos traídos, passados para trás por quem, antes, fazia juras de amor e dedicação.

Eu, admito, adoro essas tais 'DRs'. Não gosto de guardar nada pra mim, por mais que faça isso constantemente. E eis o motivo por eu estar retomando a escrita, colocar pra fora tudo isso que tá guardado aqui dentro e, quem sabe, algum dia alguém leia isso e possa dizer 'Verdade, aconteceu comigo também' ou 'Pois é, nunca tinha pensado nisso' ou, até mesmo, 'Isso tudo é um bando de merda'. Por que não? Pessoas tem opiniões diferentes, certo? É isso que dá graça às pessoas: por mais que elas sejam parecidas... não são iguais!

Bom, deixando meu ressentimento e minhas amarguras para trás, vamos seguir esse barco no foco certo: amizade!

Por mais que esses últimos acontecimentos tenha me magoado bastante, me feito descrer em certas coisas e buscar novas coisas as quais me apegar, posso dizer que tenho muita sorte de ter os amigos que tenho.

É o único tesouro que vou levar dessa vida... os amigos que fiz e os tantos mais que, certamente, farei ao longo da minha caminhada!

Os amigos são a família que nós escolhemos para estar ao nosso lado nos momentos alegres e tristes. Por mais que não sejam família de sangue, são tão importantes quanto.

Finalizo já um pouco confusa, um misto de indignação, alívio e frustração. E peço perdão aos que lerem, há tanto nao escrevo que já nem sei concluir meus pensamentos e o que mais digitar.

Só desejo a todos verdadeiras amizades e, assim que puder, tento dar um ponto final [ou não] a esse assunto.

Paz e Bem!